A Cientista que Curou Seu Próprio Cérebro (My Stroke of Insight: A Brain Scientist’s Personal Journey)

A Cientista que Curou Seu Próprio Cérebro (My Stroke of Insight: A Brain Scientist’s Personal Journey), livro científico e drama autobiográfico de Jill Bolte Taylor
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A neurocientista Ph. D. Jill Bolte Taylor teve o privilégio de se recuperar totalmente de um derrame hemorrágico ocorrido no lado esquerdo do cérebro, causado por uma má formação congênita. A ciência – e os leitores – tem o privilégio de descobrir passo a passo sua experiência e o que ocorreu com seu cérebro enquanto o sangue o inundava. Sua recuperação total durou oito anos, durante os quais teve que reaprender a contar (ela nem sabia mais o que era “1”, quanto mais “1+1”), conversar (quando ela falava, achava que era compreendida, mas, na verdade, as sentenças somente eram bem construídas no interior do seu cérebro, mas não pelo mecanismo de fala) e dirigir. Os danos ao lado racional do cérebro fizeram com que o lado direito, mais emocional, tivesse um destaque – e este destaque, somado às sensações boas (!) que teve durante o derrame, fizeram-na passar a enxergar o mundo de outra forma. Além de suas narrativas sobre os eventos pelos quais passou e da ajuda que recebeu (sua mãe foi quem mais soube lidar com a situação), ela nos dá conselhos imprescindíveis (que estão espalhados pelo livro, mas também condensados numa seção mais ao final) sobre como tratar e efetivamente ajudar uma pessoa com derrame – tanto reconhecendo os possíveis sinais para pedir socorro urgente, como na recuperação do paciente.

Excetuados alguns pontos mais subjetivos (e complicados, para uma pessoa cujo hemisfério esquerdo parece prevalecer, como meu caso), onde a autora procura nos ensinar a enxergar a vida de outro modo, baseada em sua experiência, o livro fluiu de maneira muito tranqüila, rápida e ainda forneceu uma leitura muito instrutiva.

Além de fazer uma interessante narrativa – quase como um suspense – do progresso dos danos durante o derrame (seu conhecimento de neurocientista permitia-lhe perceber que regiões iam sendo afetadas) e de como – novamente na forma de suspense – pôde finalmente ser socorrida (estava sozinha), ela reserva um dos capítulos finais para uma aula sobre o comportamento das regiões do cérebro (quem não for ligado neste assunto pode simplesmente pular o capítulo).

Links de interesse:
http://veja.abril.com.br/031208/entrevista.shtml e http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDR85316-8489,00.html

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Sobre Roberto Blatt

Sou formado em Engenharia Eletrônica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), tenho M.S. in Computer Systems and Information Technology pela Washington International University e MBA em Administração de Empresas pela FGV. Tenho mais de 25 anos de experiência profissional na área Administrativa Financeira, desenvolvidos em empresas nacionais e multinacionais dos segmentos automotivo, eletroeletrônico e serviços, vivenciando inclusive o start-up, dentro dos aspectos administrativos e financeiros e tendo atuado na gestão de equipes das áreas Administrativa, RH e Pessoal, TI, Financeira, Comunicação e Compras. Professor no Pós-Admn da FGV em Liderança & Inovação e Gestão de Pessoas. Para acessar meu blog com comentários e críticas sobre cinema, cliquem aqui ou, para artigos sobre Administração, Tecnologi a eresenhas de livros, em aqui .
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