Máximas de um país mínimo

Máximas de um país mínimo, coletânea de pensamentos de Reinaldo Azevedo, 2009.

O muitas vezes ácido e radical, mas sempre inteligente articulista da revista Veja, mantém um blog no site da revista onde expõe suas idéias e cutuca os corruptos, o politicamente correto levado ao extremo, o petismo, o lulismo, os regimes ditatoriais de Cuba e de Chávez, nossa política externa, as ONGs, a ONU (“a maior, mais cara e mais inútil de todas as ONGs do mundo”) etc., sem medo de ser chamado de “direitista”. Este livro é uma coletânea em forma de dicionário, onde são pinçados textos de seu blog e de artigos escritos em revistas e jornais.

Exemplo de seu humor é a brilhante pérola em que coloca a diferença entre os bandidos dos chamados “primeiro mundo” e “terceiro mundo”: aqueles vão para a cadeia, estes, nós os pomos no poder…

Nem sempre é fácil acompanhar o raciocínio do genial escritor, já que às vezes aborda em profundidade assuntos sobre os quais sequer nos debruçamos anteriormente. Não se pode deixar de dizer que, às vezes, seus textos são um pouco chatos (os mais longos, que não aparecem nesta coletânea, por exemplo, podem ser considerados prolixos demais, mas ele mesmo admite este revés na introdução do livro).

No geral – e quase sempre neste livro – seu modo de escrever e suas idéias cativam e por vezes hipnotizam; não que ele queira nos tornar seguidores burros, sem pensamento próprio, mas porque não há como negar a correção desse entendimento. E nem como negar que, no seu radicalismo, ele almeje defender a democracia e o livre pensamento contra aqueles que julgam que podem fazer as melhores escolhas em nome do povo (“A Democracia é tão importante que, se preciso, tem que ser preservada da vontade da maioria” ou [a democracia] “tem que proteger a minoria, aqueles que dissentem. Ou não é democracia.”).

Um livro muito bom, que também foi devorado rapidamente pela minha mãe. Só não o classifico como “excelente” porque às vezes o autor exagera na sofisticação da exposição, o que provoca uma perda de interesse.

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Sobre Roberto Blatt

Sou formado em Engenharia Eletrônica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), tenho M.S. in Computer Systems and Information Technology pela Washington International University e MBA em Administração de Empresas pela FGV. Tenho mais de 25 anos de experiência profissional na área Administrativa Financeira, desenvolvidos em empresas nacionais e multinacionais dos segmentos automotivo, eletroeletrônico e serviços, vivenciando inclusive o start-up, dentro dos aspectos administrativos e financeiros e tendo atuado na gestão de equipes das áreas Administrativa, RH e Pessoal, TI, Financeira, Comunicação e Compras. Professor no Pós-Admn da FGV em Liderança & Inovação e Gestão de Pessoas. Para acessar meu blog com comentários e críticas sobre cinema, cliquem aqui ou, para artigos sobre Administração, Tecnologi a eresenhas de livros, em aqui .
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2 respostas para Máximas de um país mínimo

  1. Lúcio Jr disse:

    Oi, olha, cuidado com o Azevedo! Depois de vê-lo dizer só bobagens sobre o acordo ortográfico no Jô, resolvi evitar esse cara, senão eu emburreço!

  2. Roby disse:

    Eu vi trechos da entrevista, mas não reparei em nenhum. Quais você citaria?

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